"The Magnificat"
Pontos Principais
Deus olha não para os méritos ou a grandeza humana, mas para a humildade e o nada do ser humano — é exatamente ali que Ele age com poder e graça.
O orgulho espiritual e a confiança nas próprias obras são o maior obstáculo entre a alma e Deus, pois Deus resiste aos soberbos mas dá graça aos humildes.
Maria é modelo não de devoção mística, mas de fé genuína: ela recebe tudo como dom gratuito de Deus, glorificando não a si mesma, mas ao Senhor que olhou para a sua baixeza.
*"A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque atentou para a baixeza da sua serva. Pois eis que, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações."*
— Lucas 1:46-48
Irmãos e irmãs, este cântico que Maria entoa não é uma peça de liturgia decorativa, não é uma oração de circunstância pronunciada por quem se sente importante. É o grito de uma alma que foi tocada por Deus em sua profundeza mais íntima. Maria canta porque foi transformada, não porque estava esperando ser elogiada.
Preste atenção nas primeiras palavras: *"A minha alma engrandece ao Senhor."* Não diz que sua reputação foi engrandecida. Não diz que seu status social melhorou. Diz que sua alma — o centro mais profundo do seu ser — foi tomada por Deus, e que por isso ela glorifica, engrandece, magnifica ao Senhor. É disso que se trata este hino. É disso que trata toda a vida cristã.
Que Deus nos conceda ouvidos para escutar o que o Espírito Santo colocou nos lábios desta jovem mulher de Nazaré.
*"E o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador."*
— Lucas 1:47
Aqui está algo que o mundo jamais entenderá. Maria chama a Deus de "meu Salvador" — ela, a que seria a mãe do próprio Filho de Deus! Se até Maria precisa de um Salvador, quem entre nós ousará pensar que não precisa? Quem será tão insensato a ponto de imaginar que seus esforços, suas devoções, suas obras religiosas o tornam aceitável diante do Deus santo?
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Martinho Lutero
1483–1546
Martinho Lutero (1483–1546) foi o teólogo e reformador que deu início à Reforma Protestante em 1517. Sua teologia centrada na justificação pela fé somente (sola fide) e na autoridade das Escrituras (sola scriptura) transformou o cristianismo ocidental para sempre.