Há um que é só, e não tem ninguém, nem tampouco filho nem irmão; e contudo não cessa do seu trabalho, e também seus olhos não se satisfazem com riqueza; nem diz: Para quem trabalho eu, privando a minha alma do bem? Também isto é vaidade e enfadonha ocupação.
Almeida Corrigida Fiel
Hebraico
Sentido no original
O versículo pinta um homem sem companhia, cujo esforço não tem fim e cujos olhos não se saciam de riqueza. A pergunta que ele faz a si mesmo, 'para quem me esforço?', mostra o vazio, e o autor conclui com 'vaidade'.
Leitura literal
Há um, e não há segundo; também filho e irmão não há para ele; e não há fim a todo o seu esforço. Também seus olhos não se saciam de riqueza. E para quem eu me esforço e privo a minha alma do bem? Também isto é vaidade, e é tarefa má.
Palavra por palavra: há um e nada segundo também filho e irmão nada para ele e nada fim para tudo problema dele também olho dele não satisfazer riquezas e para quem eu laborioso e faltar alma de mim de bem-estar também este vaidade e tarefa mau ele
O que o português não mostra
Um, sem segundo.'Há um, e não há segundo' (iesh echád ve-ein shení) joga com os números: um sem um segundo. O versículo seguinte retoma os números em sentido oposto, com 'melhor os dois do que o um'. O 'não há' (ein) aparece três vezes e marca a falta de companhia, de herdeiro e de limite ao trabalho.
A voz que interrompe.No meio da descrição, o texto passa à primeira pessoa: 'para quem eu me esforço?' (lemi aní amél). O adjetivo 'laborioso' aparece em 5 versículos do Antigo Testamento, todos em Eclesiastes. A conclusão, 'vaidade' (hével) e 'tarefa má' (inián rá), a ACF traduz por 'enfadonha ocupação'.
Palavra-chave
עִנְיָןve./'in.Yan
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